Postado por admin em SEMIÓTICA em sexta-feira jan 16, 2009
Segundo o site EUREKA[2008], o termo semiótica, deriva do grego semeîon (signo) e sema (sinal), tendo originado diversos termos tais como semeiotica, semeiologia, sematologia, semologia e outros. Esse termo foi publicado somente em 1964, em uma coletânea chamada Approaches to semiotics, dando à palavra a forma plural que, no inglês, caracteriza a denominação de uma ciência.
O primeiro a tentar uma sistematização científica do estudo dos signos, foi Charles Sanders Peirce, considerado o Pai da Semiótica Moderna. Considerou-se químico por muito tempo durante sua vida, mesmo quando sua busca científica o levou para outras áreas do conhecimento (Peirce, 1981). Além da Química, ele tinha interesse em várias outras áreas do conhecimento como a Matemática, Física, Astronomia, Biologia, Economia, Geodésica, Topografia, Cartografia, Lingüística, Filologia, História, Arquitetura, Artes Plásticas, Quirografia, Línguas, Psicologia e era um profundo conhecedor de Literatura. Trabalhou a maior parte de sua vida profissional a serviço do governo federal em Astronomia e Geodésica durante o dia e, de 1861 a 1891, no observatório da Universidade de Harvard…
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Conforme PEIRCE (2003), a lógica é outro nome para semiótica, a formal doutrina dos signos. Preocupado com a maneira pela qual o homem aprende e interpreta o mundo, Peirce situa o processo das significações na consciência, oferecendo com sua obra uma teorização sobre o conhecimento humano.
A Semiótica é a ciência dos processos significativos, dos signos lingüísticos e das linguagens. Esses processos significativos são mediados pela materialidade da palavra grafada ou falada, de símbolos escritos, gestuais ou naturais, e acontecem sempre que alguma coisa significa algo para alguém.
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Na ciência há três diferentes espécies de raciocínio: Dedução, indução e retrodução.
• Dedução: é o modo de raciocínio que examina o estado das coisas, projetando um diagrama desse mesmo estado. Relações não mencionadas pela mente e que conclui uma provável verdade dessas relações;
• Indução: é o modo de raciocínio que adota uma conclusão como aproximada e no final deve no final conduzir a verdade;
• Retrodução: é a adoção provisória de uma hipótese em virtude de serem passíveis de verificação experimental todas suas possíveis conseqüências.
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A comunicação de notícias ruins é uma forma de comunicação humana e, como tal, deve ser analisável sob o arcabouço teórico das teorias comunicacionais. Uma dessas teorias entende que o estudo da Comunicação Humana compreende as mesmas três áreas:
• Sintática – aborda a transmissão da comunicação, ou seja, suas formas, canais e códigos;
• Semântica – lida com os significados que transitam na comunicação;
• Pragmática – aborda a comunicação na sua função relacional ou comportamental, ou seja, o que se faz com a comunicação e por meio dela.
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O signo, é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém e é concebido como uma tríade formada pelo:
• Representâmen: aquilo que funciona como signo para quem o percebe;
• Objeto: aquilo que é referido pelo signo;
• Interpretante: o efeito do signo naquele (ou naquilo, podendo-se aí incluir os seres ou dispositivos comunicativos inumanos como os computadores) que o interpreta.
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A mais importante divisão dos signos faz-se em Ícones, Índices e Símbolos. Embora nenhum Representâmen realmente funcione como tal até realmente determinar um Interpretante, torna-se um Representâmen tão logo seja plenamente capaz de assim proceder; e sua Qualidade Representativa não depende necessariamente de ele alguma vez realmente um Objeto.
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O ícone segundo PEIRCE [2008], “é um signo que se refere ao objeto que denota apenas em virtude de seus caracteres próprios, caracteres que ele igualmente possui quer um tal ojeto realmente exista ou não”.A palavra ícone vem do grego e quer dizer imagem, por isso, quando representamos algo por meio de uma imagem (desenho), estamos utilizando um ícone. Como exemplo, podemos tomar certas placas de trânsito icônicas, ou seja, aquelas que representam travessia de pedestres (um homem estilizado dando um passo a frente), linha férrea (imagem dos dormentes cruzados por duas linhas paralelas).



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O índice, conforme PEIRCE [2008], “é um signo que se refere ao objeto que denota em virtude de ser realmente afetado por esse objeto”. O índice é, portanto, um signo de referência a um dado objeto e/ou objetivo. Um bom exemplo disso é o dedo indicador da mão que é usado para fazer uma referência direta a alguém ou a alguma coisa. Trata-se da indicação de um caminho no espaço e no tempo. O marcador de páginas de um livro é o indicativo da página em que você parou de ler ou marcou para encontrar algo importante, isto é um índice. Podemos ainda mencionar as placas de trânsito de indicação viária (setas), o pisca-pisca dos automóveis que são usados como indicativo do movimento escolhido pelo motorista para virar, se para a direita ou para a esquerda. O índice de uma dada obra é o indicativo dos conteúdos e as páginas em que estão.
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O símbolo para PEIRCE [2008], “é um signo que se refere ao objeto que denota em virtude de uma lei, normalmente uma associação de idéias gerais que opera no sentido de fazer com que o símbolo seja interpretado como se referindo àquele objeto”. Vezes e vezes, o objeto não parece com sua representação; a associação do signo ao objeto geralmente é instituída ao longo do tempo, por meio de uma assimilação cultural. Numa rodovia, o motorista, ao ler uma placa de indicação viária, está fazendo a leitura de um índice, mas se ao lado da placa for vista por ele uma cruz, estará fazendo a leitura de um símbolo. A cruz está simbolicamente relacionada à morte. O motorista poderá entender que naquele lugar ocorreu uma morte.
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Livros:
PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica. São Paulo: Editora Perspectiva, 2008.
Internet:
SEMIÓTICA: Uma suave introdução. Disponível em: http://www.geocities.com/eureka/8979/semiotic.htm
As teorias do signo. Disponível em: http://www.partes.com.br/ed39/teoriasignosreflexaoed39.htm
SEMIÓTICA NA QUIMICA: A teoria dos signos de Peirce para compreender a representação. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/07/a06.pdf