O que é XML?
XML é a abreviação de EXtensible Markup Language (Linguagem extensível de formatação). Trata-se de uma linguagem que é considerada uma grande evolução na internet. Porém, para quem não é programador ou não trabalha com o uso de linguagens e ferramentas para a Web, é quase imperceptível as vantagens do XML. Este artigo se dispõe a tornar isso mais claro.
O XML é uma especificação técnica desenvolvida pela W3C (World Wide Web Consortium – entidade responsável pela definição da área gráfica da internet), para superar as limitações do HTML, que é o padrão das páginas da Web.
A linguagem XML é definida como o formato universal para dados estruturados na Web. Esses dados consistem em tabelas, desenhos, parâmetros de configuração, etc. A linguagem então trata de definir regras que permitem escrever esses documentos de forma que sejam adequadamente visíveis ao computador.
Diferença entre o HTML e o XML
O HTML e o XML tem lá suas semelhanças, sendo a principal o fato de utilizar tags (palavras-chaves e parâmetros). Em ambas as linguagens, cada tag consiste em duas partes, uma que inicia e outra que fecha o comando. No entanto, em muitos casos, se uma tag é aberta no HTML e não é fechada, a página é exibida mesmo assim. Já no XML, se houver qualquer erro desse tipo, a aplicação simplesmente pára. Percebe-se com esse exemplo, que o HTML é uma linguagem mais tolerante, enquanto o XML é altamente rígido. Isso pode até parecer uma desvantagem, mas se for, é compensada pela extensibilidade do XML. Para um melhor entendimento, veja o seguinte fato: no HTML, a tag <p> </p> indica o início e o fim de um parágrafo. No XML, as tags são usadas para definir blocos de dados. O que isso quer dizer? Quer dizer que, <p> </p> podem significar qualquer coisa que o programador desejar. Por exemplo, <p> </p> podem significar peso, pessoa, nome, endereço, classe, carro, enfim, o que o usuário quiser que represente. Por essa característica, o XML é até considerado por muitos uma linguagem capaz de gerar outras linguagens, visto que quem define os comandos e suas funções é o programador. A praticidade é tanta que torna-se possível um usuário criar uma coleção própria de tags e aplicá-las nas páginas e documentos que desejar.
DTD
Você pode estar se perguntando: se cada usuário pode criar sua própria linguagem, não seria uma grande confusão usá-la, uma vez que só o criador conhece a linguagem? Não. Quando o programador utiliza suas próprias tags, é adicionado ao arquivo uma espécie de glossário, chamado de DTD (Document Type Definition). No DTD é possível definir, por exemplo, que na tag <cadastro> existam mais 4 tags: <nome>, <idade>, <profissao> e <sexo>. Além do DTD, há também o XML Schema, que tem a mesma função, porém conta com mais recursos.