Microformats
Postado por admin em SEMÂNTICA em sexta-feira fev 27, 2009Web Semântica e Cultura
Postado por admin em SEMÂNTICA em domingo fev 8, 2009Semântica para compreender
Postado por admin em SEMÂNTICA em segunda-feira jan 26, 2009O conceito da web semnântica não é novo. As primeiras discussões datam do final dos anos 90. O debate tem se tornado mais atual pois hoje temos mais condições de realmente enterdemos como usar a semântica. E a Web 2.0 ajudou muito nesse entendimento.
Web Semântica é a capacidade de computadores interpretarem, entenderem e tirarem conclusões do conteúdo disponível na web.
Pegue por exemplo uma ferramenta de busca atual. Seu funcionamento básico é o mesmo das primeiras ferramentas de busca. Dê alguma dica (i.e. palavras-chaves) e o mecanismo de busca irá mostrar uma pilha de documentos que podem ou não ter a resposta para o que você procura. O quão inteligente e otimizada é a pilha de documento é tarefa da busca. Cabe ao usuário pesquisar a pilha de documentos da forma que ele desejar, dando o trabalho que der.
Um mecanismo semântico de busca iria além. Iria interpretar e compreender o que você quer descobrir. Em seguida iria pesquisar, analisar, interpretar e compreender a sua base dados (ou várias bases de dados, ou ainda “a base de dados web”) e iria mostrar A resposta.
Um exemplo: Você quer fazer uma viagem de final de semana. Então você entra no Google e digita “Pousada em Búzios promoção” e ele vai te mostrar uma lista de links apontando para documentos que podem ou não ter informações sobre a pousada que você irá se hospedar mas que nem você sabe ainda qual será. Neste caso a análise e pesquisa (interpretação e compreenção) dos resultados é tarefa do ser humano. A busca semântica, através de agentes inteligentes pessoasis, já saberia que você está prestes a tirar férias, que você é casado, tem 2 filhos e um cachorro e irá efetivamente achar a pousada que você irá se hospedar. Exatamente aquela que tem eventos para as crianças, aceita animais e está dentro do seu poder de compra. Ou pelo menos, se não fosse 100% eficiente, iria mostrar algumas poucas opções de acordo com o contexto.
Ou seja, interpretação e compreenção semântica do conteúdo online.
Mas como isso seria possível? Será necessário que existam estruturas de dados e de interpretação que permitam que os computadores possam entender e interpretar o conteúdo. Para essa tarefa, existem os metadados (i.e. dados sobre o dado).
Imagine um Digg que, ao invés de ser potencializado pelas análises e contribuições dos seres humanos, seja potencializado por agentes computacionais inteligentes que tenham a mesma capacidade de análise. Isso é web semântica.
Imagine a existência de agentes pessoais inteligentes que que vasculhem a web interpretando-a em prol de suas necessidades profissionais diárias e seus desejos pessoais. Um “Mini-Me” inteligente que nos ajude em nossas tarefas de maneira mais eficiente. Isso é web semântica.
Imagine serviços inteligentes de acompanhamento de conversações na blogosfera que podem tirar conclusões sobre tendências mercadológicas de maneira automatizada. Um Technorati semântico. Isso é web semântica.
Mudança de paradigma
A possibilidade de computadores poderem entender e interpretar o conteúdo online é uma grande mudança de paradigma, principalmente quando isso atingir o usuário main stream. Alguns analistas apostam que isso deva acontecer daqui a 6 ou 7 anos. Ainda há muito a ser desenvolvido. Mas essa é a janela de oportunidade para que surja um novo “Google”, com um IPO maior e ainda mais poderoso que o atual.
2.0 x 3.0
A web 2.0 foi um movimento natural. Algo que os usuários almejavam sem saber que almejavam e que a comunidade empreendedora foi aos poucos suprindo desde 2003.
A web semântica, ou web 3.0, vem sendo almejada e planejada pela comunidade acadêmica antes mesmo da web 2.0 ter se tornado main stream. E o fato de estar sendo planejada pode dificultar muito torna-la main stream. Quando algo surge naturalmente, é melhor aceito. Quando é previamente elaborado, levamos mais tempo para assimilar.
A web 2.0 é sinônimo de conteúdo gerado pelo usuário e participação. A web 2.0 não morrerá com a web 3.0. Ela será o alimento da web 3.0. A web 3.0 nada será se não houver enormes quantidades de dados para serem analisados e interpretados.
A humanidade produziu 161 bilhões de gigabytes de novos conteúdos em 2006. Espera-se que em 2010 a gente produza nada mais, nada menos que 988 exabytes, ou seja, quase 1 zettabyte de dados em um único ano. À 50 anos atrás a humanidade não tinha produzido 1 bilhão de gigabytes em toda a sua história.
Estamos em uma época de geração massiva e exponencial de conteúdo. Já aprendemos a acessa-lo, organiza-lo e torna-lo globalmente acessível de maneira automatizada (err… Google), mas ainda precisamos aprender a como torna-la interpretável e em como efetivamente interpreta-la automaticamente.
Na web 1.0 o poder estava no gerador de conteúdo ceentralizado. Na web 2.0 o poder estava no gerador de conteúdo descentralizado (o usuário). Na web 3.0 o poder estará no interpretador automatizado do conteúdo existente. Vale notar que um poder não anula nem inimiza o anterior.
Enfim, tudo por uma web mais esperta. Quem sabe um dia a gente consiga construir uma web quântica.
Fonte: http://blog.fabioseixas.com.br
Para determinar o progresso Web 1.0, 2.0, 3.0
Postado por admin em SEMÂNTICA em segunda-feira jan 26, 2009
A evolução humana é constante. Na web não seria diferente. Tentamos determinar marcos históricos para facilitar o entendimento do progresso. Web 1.0, 2.0, 3.0.
Para onde a web está caminhando? Dizer que o futuro é a web 3.0 é clichê, afinal 2.0 + 1 = 3.0. Mas qual será o próximo grande passo no desenvolvimento da tecnológico, cultural e comportamental da web? A comunidade internacional está apostando que é a Web Semântica.
É o estudo do sentido das palavras de uma língua.
Família de idéias
São palavras que mantêm relações de sinonímia e que representam basicamente uma mesma idéia.
Veja a relação a seguir:
EX: casa, moradia, lar, abrigo
residência, sobrado, apartamento, cabana
Todas essas palavras representam a mesma idéia: lugar onde se mora. Logo, trata-se de uma família de idéias.
Observe outros exemplos:
revista, jornal, biblioteca, livro
casaco, paletó, roupa, blusa, camisa, jaqueta
serra, rio, montanha, lago, ilha, riacho, planalto
telefonista, motorista, costureira, escriturário, professor
Sinonímia
É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes – SINÔNIMOS.
Ex.: Cômico – engraçado
Débil – fraco, frágil
Distante – afastado, remoto
Antonímia
É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários – ANTÔNIMOS.
Ex.: Economizar – gastar
Bem – mal
Bom – ruim
Homonímia
É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica – HOMÔNIMOS.
As homônimas podem ser:
Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) – são as palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Ex.: gosto ( substantivo) – gosto (1.ª pess.sing. pres. ind. – verbo gostar)
Conserto ( substantivo) – conserto (1.ª pess.sing. pres. ind. – verbo consertar)
Homófonas heterográficas ( ou homófonas) – são as palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Ex.: cela (substantivo) – sela ( verbo)
Cessão (substantivo) – sessão (substantivo)
Cerrar (verbo) – serrar ( verbo)
Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) – são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
Ex.: cura (verbo) – cura ( substantivo)
Verão ( verbo) – verão ( substantivo)
Cedo ( verbo ) – cedo (advérbio)
Paronímia
É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita – PARÔNIMOS.
Ex.: cavaleiro – cavalheiro
Absolver – absorver
Comprimento – cumprimento
Polissemia
É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados.
Ex.: Ele ocupa um alto posto na empresa.
Abasteci meu carro no posto da esquina.
Os convites eram de graça.
Os fiéis agradecem a graça recebida.
Conotação e Denotação
Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto.
Ex.: Você tem um coração de pedra.
Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original.
Ex.: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas.
A Web Semântica existe!
Postado por admin em SEMÂNTICA em quarta-feira jan 7, 2009Redescrever toda a informação que já existe na web na tentativa de fazer os computadores entenderem o significado das coisas. Em poucas palavras, seria uma camada a mais na web com meta-informações sobre a informação. A busca seria beneficiada pelo uso da linguagem natural. Mas se a intenção da web semântica é fazer computadores conversarem entre si e se entenderem um com os outros, isso já está acontecendo e se chama mashup…
Ao entrarmos em uma página web prontamente entendemos os seus elementos, reconhecemos um texto, absorvemos as informações contidas nele, fazemos relações e depois da leitura talvez um conceito novo ou informação começe a fazer parte de nosso repertório. Se essa página for de uma loja virtual nosso cérebro é capaz de localizar o preço de um produto, sua foto, suas especificações, prazo de entrega, etc…
O robô de um mecanismo de busca, teoricamente não distingue nada disso. Para ele tudo não passa de um monte de caracteres organizados em uma certa seqüência. É aí que entra a web semântica. Através de tags é possível descrever que aqueles números são o preço, que aquele monte de letras é o nome do produto, que aquele outro conjunto de informações representam o prazo de entrega.
Ou seja, para a web semântica existir, teríamos que redescrever toda a informação da web com essas tags de microformatos. No mínimo isso parece inviável. E não é possível ser feita automaticamente por um software. Se esse software existisse na verdade não precisaríamos descrever a informação com tags, o problema já estaria resolvido.
APIs, mashups e os dados semânticos
Uma coisa que está acontecendo é a transformação da web em real plataforma. As APIs, antes escondidas nos recantos dos sistemas operacionais, agora estão livres destas amarras, acessíveis pela internet. Serviços web conseguem se comunicar entre si, trocar informações e gerar novas e excelentes aplicações. O vídeo abaixo, que circulou tempos atrás pelos blogs, explica muito bem o que quero dizer.